quinta-feira, 12 de julho de 2018

Policiais militares são acusados de dar fuga a assaltantes de banco no Pará


Seis pessoas acusadas de assaltar uma agência do Banpará da cidade Bom Jesus do Tocantins, no sudeste paraense, foram presas por policiais civis da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e Grupo de Pronto-Emprego (GPE). Entre os acusados, estão três policiais militares presos em flagrante acusados de dar ajuda na fuga dos suspeitos e de fornecer armas e munições usadas no crime. As informações sobre o caso foram apresentadas em coletiva ontem, quarta-feira (11). 
Os sargentos Valdenilson Rodrigues da Silva e Giomar Sampaio de Oliveira, e o cabo Moisés Lourenço Pereira, lotados em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará, já estão recolhidos no Presídio Coronel Anastácio das Neves em Santa Izabel do Pará.
Apontados como parte do grupo, Marcos Roberto de Morais Araújo, de 28 anos, Marco Antonio Freitas de Souza, de 37 anos, e Pedro Henrique de Carvalho Oliveira, de 31 anos foram encontrados no interior de uma viatura da Polícia Militar, em uma estrada na zona rural do município.
Os assaltantes usaram o ramal da Fazenda Lua Cheia, na BR 222, a 14 quilômetros da sede do município, como rota de fuga, explicou o delegado Evandro Araújo. O veículo utilizado no crime foi abandonado pelos assaltantes às proximidades da Vila Brasileira. Em seguida, os criminosos seguiram em outro veículo em direção ao KM 60, de acesso à cidade de Jacundá. 
Uma viatura da Polícia Militar de Nova Ipixuna com os três suspeitos foi encontrada após três quilômetros e seguia no sentido oposto ao das viaturas da Polícia Civil. Ao perceberem a aproximação da equipe da DRCO, os policiais militares que estavam na viatura desobedeceram a ordem de parada e tentaram fugir do local. Eles foram interceptados por uma das viaturas do GPE.
Os policiais chegaram a relatar que os homens eram conhecidos da região e seguiam em carona. Com a aproximação de outros policiais civis, o sargento que dirigia tentou fugir, mas a viatura foi cercada.
Durante revista na viatura, foram encontradas duas carabinas Magal calibre .30 e dois fuzis Mosquefal calibre 762, além de munição de calibres 762 e .30. As três pistolas dos PMs foram apreendidas. Foram encontrados ainda na mochila de um dos presos um rádio comunicador, um capuz tipo balaclava e luvas. No momento em que estavam sendo abordados, um dos policiais militares jogou fora seu telefone celular na mata e o outro tentou fugir a pé em direção à estrada vicinal, mas foi alcançado e detido. Os policiais civis foram até o ramal, onde localizaram uma caminhonete S10 usada pelos assaltantes na fuga.
Os seis acusados foram autuados pelos crimes de roubo qualificado e associação criminosa. Em depoimento, os três presos confessaram participação no assalto e declinaram que os PMs estavam no local para resgatá-los. As armas e munições apreendidas pertencem à PM. As investigações continuam para identificar e prender os demais envolvidos no assalto. 
A corregedoria da PM apura o caso. Os PMs irão responder a um processo administrativo na Corregedoria, além do processo criminal que já estão respondendo. Eles estão passíveis de possível exclusão da PM. O processo administrativo vai tramitar por 30 dias que podem ser renovados por mais 20 dias e, ao final, um conselho de disciplina, irá fazer o julgamento do processo.
Fonte: O Liberal 
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