sábado, 25 de novembro de 2017

Detentos do Compaj foram obrigados a comer olhos humanos durante massacre


Foto; Divulgação
Manaus – O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) denunciou 213 pessoas, na sexta-feira, 24, à Justiça pelo massacre e tortura de 56 pessoas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, cometido no 1º de janeiro deste ano.
A denúncia apresentada mostra detalhes do massacre, uma delas em que o detento foi obrigado a comer olhos humanos, além de muitas decapitações.
No documento de 116 páginas, narra como os crimes se desenvolveram, num dos trechos, uma das vítimas se escondeu no forro da enfermaria, mas foi capturado e jogado de aproximadamente nove metros de altura, depois, ele foi espancado com ‘perna-manca’ e seus testículos foram atingidos, dentre outros tipos de lesão. A ordem do massacre partiu de líderes da Família do Norte (FDN) para que trucidassem os integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com o promotor Edinaldo Aquino Medeiros, o objetivo do massacre era controlar as unidades prisionais no Estado do Amazonas, e também, controlar o tráfico de armas e drogas e toda espécie de crime que sustenta a facção criminosa. Os líderes pretendiam transformar as celas em uma espécie de motel para os integrantes da FDN, e por isso precisavam exterminar os presos para liberar espaço. O promotor explicou também que o grau de crueldade por parte da FDN, servia para causar pânico aos rivais. Edinaldo Medeiros deve pedir uma extensão da permanência de lideranças da FDN aos presídios federais.
Portalcm7.com
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